Câncer e Atividade Física

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Jani Cleria Pereira Bezerra

O câncer configura-se como responsável por mais de 12% de todas as causas de óbitos no mundo, sendo considerado um grande problema de saúde pública tanto em países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento.

 

As estatísticas apontam que 12,7 milhões de casos novos ocorrem e mais de sete milhões de pessoas chegam a óbito, anualmente, vitimadas pela doença 1.

Nos Estados Unidos, o câncer é o maior problema de saúde pública, sendo responsável por um em quatro casos de óbito2. No Brasil a incidência tem crescido como em todo o mundo, sendo apresentado como resultado das transformações globais das décadas mais recentes1.

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) vinculam como as principais causas de morbidade sendo o problema de saúde de maior grandeza, respondendo por 72% dos óbitos no Brasil, dos quais o câncer leva a óbito 16,3%, sendo superado apenas pelas doenças cardiovasculares, que atinge 31,3% dentre os quatro principais grupos de DCNT (cardiovascular, câncer, respiratória crônica e diabetes)3-5. O impacto do câncer no mundo será afetado pelo crescimento populacional, bem como pelo envelhecimento da população, recaindo, principalmente, sobre os países de médio e baixo desenvolvimento2,4,6,7.

Com a implantação do sistema de Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) desde 20068, o Ministério da Saúde tem acompanhado o crescimento das DCNT, que representam, para as próximas décadas, um dos principais desafios da saúde par o desenvolvimento mundial e que ameaçam a qualidade de vida de milhões de pessoas, apresentando grande impacto sobre a economia dos países, principalmente os de baixa e média renda9-12.

Para os casos manifestos de câncer a terapia consiste na radioterapia e na quimioterapia13. Em ambos os procedimentos, um fator colateral deletério é a Síndrome da Fadiga Oncológica (SFO), que pode ser definida como uma sensação persistente e subjetiva de cansaço ou exaustão, relacionada ao câncer e ao seu tratamento, não tendo relação com a atividade recém-executada e que interfere no funcionamento habitual14.

Esta síndrome consiste na diminuição da Capacidade Funcional (CF) e afeta mais de 70% dos pacientes de câncer durante o tratamento de quimioterapia e radioterapia, podendo persistir por anos após o término da terapia, em torno de 30% dos sobreviventes, impondo limitações às atividades cotidianas15-18.

Para muitos pacientes a SFO representa um quadro severo de limitações impostas às atividades cotidianas19.  De fato, o enfraquecimento representa apenas uma faceta do problema do quadro de SFO experimentado por pacientes com câncer. Todavia, a SFO pode afetar outras dimensões da vida do paciente, que descreve o problema de diferentes maneiras: como perda de concentração, diminuição de memória e instabilidade emocional (fadiga mental)18,20; inabilidade para iniciar tarefas ou tendência para evitar contatos e atividades sociais (fadiga volitiva)18; ou enfraquecimento, cansaço e exaustão para iniciar ou realizar certas atividades que requeiram esforço físico (fadiga física)18,20. Enquanto as duas primeiras formas de fadiga indicam distúrbio psicológico e aumentam a angústia mental, a fadiga física experimentada pelo paciente de câncer possui uma etiologia orgânica18.

No passado, os médicos, advertiam seus pacientes, com DCNT, para repousar e evitarem esforço físico, pois como a maioria é associada com alterações funcionais, resultando em um enfraquecimento no desempenho físico, o exercício, neste grupo de paciente poderia gerar fadiga, cansaço e taquicardia21. Assim, evitando atividade física resultaria em menos desconforto. Contudo, nos últimos anos evidências científicas tem mudado dramaticamente as ideias sobre exercício para pacientes com DCNT22,23, alertando que a atividade física reduz o risco tanto diretamente por meio do impacto sobre os hormônios como indiretamente pelo impacto sobre o controle do peso corporal24-28.

Os efeitos da atividade física não se limitam à melhora das funções cardiovascular ou muscular15-17. A melhora da capacidade física aumenta a sensação de controle, independência e autoestima dos pacientes; essa autoconfiança aumentada resulta em melhor interação social e uma redução da ansiedade e do medo21. A atividade física, ainda, pode resultar em benefícios secundários como melhora no estado do humor29. Observa-se que pacientes participantes de um programa de treinamento físico são mais autoconfiantes e melhoram o humor na proporção em que o exercício lhes conduz a melhor capacidade funcional e, a altos níveis de independência física30-33.

A composição corporal é um fator relevante na análise de risco de DCNT e um componente importante para o estabelecimento da saúde podendo estar relacionada aos mais variados tipos de câncer34.

O exercício aeróbico representa novos caminhos para o tratamento da SFO35, sendo utilizado como terapia em pacientes com alto risco para desenvolver fadiga severa ou duradoura, ou seja, pacientes com malignidade hematológica, submetidos à radioterapia ou quimioterapia convencional36; em pacientes submetidos a transplante medular; e, pacientes submetidos a cirurgia gastrointestinal ou pulmonar37,38 não houve reclamação dos sintomas da SFO e das limitações nas tarefas cotidianas.

Os efeitos do treinamento contra resistido concomitante ao treinamento aeróbico para o bem-estar e capacidade funcional de pacientes com câncer é um tipo de programa que pode ser importante coadjuvante do tratamento durante período de quimioterapia39. O treinamento resistido tem mostrado reduzir a perda de massa muscular em pacientes que receberam altas doses de corticoides, mesmo durante diferentes protocolos de quimioterapia40-43.

Galvão et al.41estudaram os efeitos do treinamento de força na função muscular, composição corporal, no equilíbrio, na capacidade funcional e no enfraquecimento muscular em pacientes com câncer de próstata, observando que o treinamento pode contribuir, beneficamente,  na força muscular, na capacidade funcional e no equilíbrio.

O efeito do exercício sobre o sistema imune relatado por estudos35,44 antecipa a redução da incidência e severidade de infecções em pacientes com câncer em diferentes estágios, aumentando o número de granulócitos e reduzindo o quantitativo de linfócitos e monócitos, aumentando os níveis de células destruidoras naturais45,46.

Em estudo em pacientes com câncer de próstata relacionando o treinamento de força com variáveis referentes ao sistema imune, Galvão et al. 47 não obtiveram respostas significativas sobre a concentração de hemoglobina, sobre os neutrófilos e monócito, em um período de 20 semanas de treinamento, entretanto, na décima semana, os pacientes obtiveram incremento na quantidade de linfócitos, leucócitos e neutrófilos.

Em estudo realizado com um grupo de 1.231 pacientes com câncer de mama, Friedenreich et al.48 observaram que um programa de atividade física moderada, utilizando 46,9 MET-h/sem reduziu o risco de morte por câncer de mama, o risco de recorrência, o risco de progressão do tumor ou mesmo o surgimento de um novo câncer primário, em comparação com atividades leves ou mesmo vigorosas.

Os parâmetros relacionados à qualidade de vida também apresentam relativa alteração quando os pacientes são submetidos à atividade física, como desenvolvimento da autoestima e interação social, redução dos níveis de depressão e ansiedade, assim como melhora no quadro de náuseas e dores49.

A baixa imagem corporal e o funcionamento sexual podem afetar a qualidade de vida. Pacientes com câncer, que foram tratados com quimioterapia, apresentam efeitos colaterais e sintomas que também afetam negativamente neste equilíbrio físico e mental 50.

Tem sido encontrada uma relação entre autoimagem, condições mentais e qualidade de vida, sendo que os dois primeiros são valores que constituem maiores determinantes da qualidade de vida. Por isso, sugere-se que dentro dos procedimentos de tratamento do câncer sejam incluídas consulta psicológica e psicoterápica 51.

A qualidade de vida é afetada tanto pela doença em si, quanto pelos tratamentos por ela impostos. No entanto, a sua avaliação, apesar de importante, é difícil de ser quantificada objetivamente. As medições podem ter, como referência, informações obtidas diretamente com o paciente, como o início da doença, seu diagnóstico e as mudanças nos sintomas 52.

O exercício físico moderado proporciona alterações metabólicas, fisiológicas e morfológicas crônicas que podem se tornar uma saldável alternativa durante o tratamento e como técnica de recuperação envolvendo pacientes com câncer53. Entretanto, escassas análises existem, envolvendo a utilização de atividades físicas como tratamento e/ou na reabilitação de pacientes portadores de câncer.

Assim, um programa de atividade física, como coadjuvante no tratamento, poderá reduzir os níveis da SFO, aumentando o índice de capacidade funcional (condicionamento físico, perfil imunológico e qualidade de vida) em pacientes oncológicos.

 

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